Hoje escolhi falar de algo que sempre foi difícil de lidar... Sabe aqueles momentos que você se sente tão irrisório, fraco, perdido e é tragado por uma sensação de incapacidade perante a vida? Quando você não tem respostas, não tem a quem recorrer e a sua fé está abalada? Começa a surgir mil e uns porquês ou hipótese... a busca por razões que muitas vezes não era para resolver o problema e sim se esconder dos problemas e as dores do mundo.
Eu sempre tento seguir em frente sem olhar para trás, na esperança de todos os meus problemas ficassem enquanto eu ia. Mas as dores e tormentos são companheiros fiéis sempre ao seu lado, muitas vezes se fazendo de lembranças, esperando apenas uma distração sua para se fazer presente e latente. A dor se transforma em lágrimas, através de um choro silencioso, nos mostra que algo não foi resolvido. Sou como uma lagoa quem olha por fora parece calma e tranquila, mas por baixo está a mil, borbulhando de emoções.
Por mais que você insista em andar pra frente, não deixa a mochila da dor e da culpa para atrás. Carregando por todos os passos, um peso insuportável. Mas você insiste em carregar para não mostrar a sua fraqueza, que sente dor! Como não sentir? Como não ser afetado por uma dor, por uma tristeza, por uma perda? Como olhar um novo caminho, senão saímos do cruzamento das nossas emoções esquecidas?
Como seria perfeita a vida sem dor... mas como esperar a perfeição se ela é um ideal, e como o ideal não passa de nada além um sonho vago? Um desejo sem qualquer certeza? Quem garante que o ideal nos trará felicidade? Ah tão sonhada felicidade... mas o que é felicidade? Um conceito além de subjetivo? Talvez? Eterna ou momentânea? Complexa ou simples?
Como qualquer outra pessoa, busco a minha tão sonhada, irrevogada e inquestionável felicidade. Mas como ela é pra mim? Sinceramente não sei, ainda não descobri... ou será que descobri e a perdi? Ou quem sabe nem achei? A felicidade é inerente ou só pra poucos? Está ligada a condições externas ou internas? É prazer ou posse? É amar ou ser amado? É o caminho ou o destino? Somos bombardeado com tantos significados, talvez pela nossa cultura de massa ou pelo apelo mercadológico que nos trata como pluralidade e esquece a nossa singularidade.
O que me faz feliz? É uma pergunta que não me sai da cabeça. Só não encontrei a resposta, mas garanto que não está no atormento e nem na dor. Mas também não é entorpecendo que vai encontrar. Cada lágrima um sorriso, cada emoção uma ação, cada palavra um pensamento, cada dia uma oportunidade. Assim como comecei eu termino com perguntas e sem respostas...
Faltam atitudes, mas estou correndo atrás... a felicidade ainda que tardia será por mim experimentada. Espero um dia poder expor a sensações, emoções e desejos que a felicidade tão sonhada bater a minha porta! Toc Toc!

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