quarta-feira, 12 de maio de 2010

Doce Desejo



A vida sem brilho, momento sem magia como contentar com pouco quando se quer muito mais? Como não atender o apelo de um desejo latente, que transborda de pura emoção? Como controlar a impulsividade se ela representa o que quero? E por que não me dá o direito à impulsividade? Quais as armadilhas do desejo?

É estranho falar em desejo e enumerar algumas atividades como não atender, contentamento, controle e armadilha. Mostra um lado obscuro do desejo... Como evitar o que se almeja? Aquilo que faz seu coração bater forte, os seus olhos brilharem, a disposição surgir das cinzas, além de todo obstáculo tornar apenas um mero contratempo...

Vou tentar enumerar as minhas impressões sobre o peso, a forma, o sabor, o gosto do desejo representa. Antes de começar a falar a minha opinião, vou partir meu raciocínio da definição do dicionário. Desejo: Vontade de possuir ou fazer algo. Apetite sexual. Anseio, ambição.

Realmente quem não almeja algo... Um objeto, uma realização ou até mesmo uma experiência? E o desejo sexual então? Quem não quer ter uma vida sexual repleta de sabores, além de dividir com alguém especial? Quem não busca melhorar, aprender e fazer melhor ou até mesmo conquistar novos sucessos?

Alguns desejos são passageiros, outros não! Já ouvi dizer que desejo é volátil... mas será? Claro que alguns desejos mudam, outros são esquecidos, outros se transformam e outros não passam de simples impossibilidades. Mas existe uma outra categoria que são os desejos que nos motivam, nos fazem trabalhar e superar obstáculos. Afinal alguém dúvida da força de um desejo?

Se desejo nos coloca para frente, nos faz enfrentar situações inusitadas e também inesperadas para alcançar determinado anseio, por que então que muitas vezes impedimos a nós próprios de realizarmos os nossos desejos? Por que insistimos em arrumar contratempos e protelação dos nossos ensejos?

Sempre tem algo dentro da gente que questiona nossas ações, nossas atitudes e claro nossos desejos. Muitas vezes não achamos preparados, algumas vezes achamos que não merecemos e outras vezes receio pelo que possa acontecer. Afinal o desejo pode acarretar algumas situações não esperadas... fazendo nos fazer perder o controle. Mas o controle de que? Da conformidade? Da segurança?

Realmente desejo não tem nada haver com conformidade, segurança, ou até com razão... é algo mágico que transforma tudo, isso quando estamos dispostos a arcar com as conseqüências. Quando sabemos o que queremos e vamos atrás do desejo, temos que ter consciência que há dois resultados: conseguir e fracassar... mas mesmo fracassar tentando do que aceitar o fracasso tem sem tentar e ficar criando expectativas que poderia ser diferente.

Melhor ouvir um não do que ficar iludido com um talvez... realmente o talvez é tentador, poder fantasiar o acontecimento com as melhores cores possíveis, mas mesmo assim continua o buraco, a falta! Continuando a realidade dura e fria é melhor do que a doce e colorida fantasia, porque a não realização de um desejo, nos permite correr atrás de outro. Enquanto a fantasia nos prende no mesmo lugar e também a aceitar o irreal.

Muitas vezes o desejo é colocado como algo errado, mas é errado desejar? É errado quer o melhor? É errado querer viver uma vida de realizações? É errado querer largar tudo só para ver o sol poente? É errado querer um tempo para si próprio? É errado querer estar entre amigos? É errado querer viver um grande amor? É errado ter uma aventura?

O desejo muitas vezes está ligado ao erro porque vivemos em sociedade, ou seja, compartilhamos alguns momentos e situações com outras pessoas. E algumas vezes atender um desejo vai contra ao desejo alheio. É engraçado como algumas vezes a sua felicidade é a dor do outro, mas será mesmo?

Cedemos nossos sonhos e desejos para que o outro sinta seguro, se sinta bem. Mas será que é tão terrível atender nossos ensejos? Será que vamos acabar com alguém porque simplesmente mudamos o nosso destino? Ou fazemos algo diferente hoje? E por que o outro sempre acha que não estamos pensando neles? E por que devemos pensar somente neles?

Quem nunca se sentiu injustiçado porque sempre pensou no outro e nunca foi valorizado? É quando não temos retorno das nossas ações sempre cresce um sentimento ruim da insatisfação, você percebe que seu potencial está bem aquém ao que você poderia. E custa caro! Será que a outra pessoa tem condições de arcar?

Desejo que você tenha muito desejos e que possa realizar!

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