
Esses dias fiz uma viagem pelo meu passado, entre lembranças e recordações me veio uma indagação, uma pergunta, uma reflexão: E se... E se a minha vida tivesse tomado outro rumo? E se não tivesse tudo perdas pelo caminho? E se tivesse coragem para dizer o que eu sentia? E se tivesse ouvido menos a razão e mais a emoção? E se tivesse dado mais atenção aos pequenos instantes? E se tivesse esperado menos ou até mais?
Será que realmente teria outros resultados? Será que teria seguido outros caminhos? Desejo, querer, estima, amor, paixão, valorização... Seriam ingredientes mais presentes? Como realmente eu gostaria que fosse, ou melhor já é algo que valorizo ou gostaria de valorizar...
Viajei para encontrar razões, certezas... e volto com mais dúvidas! Mas pelo menos com uma certeza: de ser humano! Passível de todos os sentimentos existentes. Com a certeza de toda razão existente sou a cada dia mais passional. Que o fogo da vida me consome com uma voracidade incontrolável. De um descontrole até controlável apesar de questionável e ainda por cima intransferível, de sonhos acordados e realidades fantasiosas...
Nesse vai e vem de razões e contradições fazemos inúmeras deduções de como poderíamos ter vivido ou aproveitado mais as nossas oportunidades, sem violar a nossa integridade e nossa dignidade. Mas do que adianta questionar? A certeza de que poderíamos ter feito diferente contrasta com a dúvida de como fazermos diferente hoje. Achar soluções para um passado é tão eficiente quanto sentar e ver a vida passar...
Pergunto! E se? Porque é mais fácil do que correr atrás de um tempo perdido. É mais confortante imaginar que tudo poderia ser diferente. Do que correr atrás para diminuir a distancia da realidade com o desejo, principalmente quando envolve os meus sentimentos e de outra pessoa. Não tenho direito, depois de anos de ausência, de reivindicar nada, mas não posso deixar morrer um sentimento que em mim transborda? Algo tão puro e tão forte que às vezes me assusta.
O que eu faço? Vivo esse sentimento ou sufoco até parar de existir? O que é melhor para mim e o que é melhor para ela? E para ambos? Perguntas, perguntas e nada de respostas! A única coisa que tenho certeza é que não quero ficar só na fantasia, não sei quando poderei sentir isso novamente... mas o que fazer? Parece simples, mas é complicado. Mas temos que fazer o que tem que ser feito e dizer o que tem que ser dito... ao menos uma vez!
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