Entre ideias e conceitos, me surge uma característica que posso dizer que seja própria e que faz todo sentindo. Talvez pelo momento que estou vivendo ou pode ser uma característica original e não momentânea...
Não é fácil aceitar algumas situações, defeitos ou falhas sejam nossas. Mas estar consciente delas faz toda a diferença e como continuo nessa viagem de auto-conhecimento, deparei com esse aspecto que tanto me chamou a atenção, tá certo não foi o primeiro e não será o último aspecto que me levará a escrever e refletir sobre o mistério da vida.
Antes quero ressaltar a importância de reconhecer nossas fraquezas, defeitos e falhas. É o primeiro passo para o nosso crescimento. É o ponto de partida, é a referência para trabalhar nossas atitudes buscando novos acertos e horizontes. O erro pode ser o primeiro passo para a realização dos seus sonhos, só depende de você.
Bom, voltando a falar da minha pessoa e da tal característica que me qualifica e me define: simplesmente complicado! Simples assim. Entre sonhos e realidade, desejos e possibilidades me protejo na complexidade das incertezas e dores que povoam a minha mente.
A falta de paciência devido ao excesso de ansiedade, misturada a uma sociedade crítica e imediatista, bombardeada por um sensacionalismo hipócrita e barato, além de valores voláteis e descartáveis. Montam um cenário complicado para a construção de uma personalidade própria. Está vendo? Estamos cercado por complexidades por todos os lados.
Quem me dera ter a minha complexidade definida apenas por fatores externos, seria tão fácil jogar as responsabilidades na atual conjuntura do mundo. O que na verdade não passa de meia verdade... Afinal você nunca deixou de fazer algo porque sua cabeça doeu, ou porque não tinha condições...
A complexidade passa aqui dentro: no conflito do teórico e prático, das expectativas e resultados, do conformismo e a necessidade de mudança e também das obrigações e desejos. Além de querer abraçar o mundo, sem querer largar nada. Como ganhar sem perder, esse é o meu dilema. Mesmo a vida me escapando entre os dedos, insisto em segurar, em segurança. Mas que segurança posso ter?
Como abrir espaço para o novo, mesmo incerto e duvidoso pode trazer outros horizontes, se me agarro até ao que não tenho mais? Por que não largar o barco à deriva? Uma coisa posso dizer: o barco pode afundar mas não abandono os meus... Em que ponto a lealdade vira burrice? Quando uma situação não tem mais volta? Até quando insistir em dobrar as páginas da vida, na esperança de voltar e refazer a minha história, quando o tempo passa e não volta? Além de existir inúmeras páginas a serem escritas.
As vezes a complexidade não está numa situação e sim na forma como olhamos para ela. Alterando a sua percepção, você pode encontrar outros significados e oportunidades que em um primeiro momento parecia impossível.
Ao invés de ficar aqui tentando achar razões, seria mais fácil admitir que sou simplesmente complicado. Bom, hoje fico por aqui antes que tudo se torne terrívelmente complicado!

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