terça-feira, 16 de junho de 2009

Ter ou Ser



Vivemos em uma época onde as transformações acontecem de maneira inesperada e em uma velocidade cada vez maior, por causa da evolução das informações e os meios de transportes. Surge todos os dias novos conceitos, ideias, produtos e serviços. Sem contar além disso tudo, a nossa sociedade está empregnada com apelos consumistas. Sem contar que a única certeza que temos é que vamos lidar com mudanças a vida inteira, ou seja, a única coisa constante é a mudança.
Agora frente a essa nossa realidade, vamos refletir sobre os nossos sentimentos. Como você tem se sentido? Ou você muitas vezes não tem tido tempo para sentir? Estamos sempre na correria, na ansiedade desse mundo louco em que vivemos. Muitas vezes nossos sentimentos se confundem e muitas vezes não conseguimos enteder o que se passa dentro de nós. No nosso coração, parecemos automatizados, pré-programados para anteder essa agitação dos novos tempos. A loucura do imediatismo.
Não sei você, mas muitas vezes fui levado pelas ondas da modernidade que não me permitiu parar e pensar o que eu realmente quero da minha vida. Estou todo dia correndo atrás de coisas que nem sei mais... Estudar, trabalhar, conquistar. Essa é a rotina de muitas pessoas que como eu almejam um futuro grandioso. Mas aposto que como eu, vocês já passaram dias como seu o presente não existisse. Preocupado em acertar o passado e adivinhar o futuro. Nessa dança onde fica o presente? Olha que situação contraditória exigimos imediatismo de tudo, porém estamos mais preocupados com o que já passou ou pelo que ainda pode ser que venha... Ansiedade instalou em nossas vidas, nos fez refém sem ao menos a gente perceber...
Muitas vezes estamos atrás do ter, do material. Ter não é ruim não, pelo contrário, o material é muito importante para a vida. O problema é quando o ter ofusca, esconde o que realmente somos. Quantas são as pessoas que você conhece pelo que ela tem e não pelo que ela é. A profissão, a graduação, o carro, a roupa até os acessórios que ela tem. Será que realmente o ter pode descrever uma pessoa?
Imagina quantas frustrações são geradas quando você quer ter uma coisa para fazer parte de um grupo e não consegue? E deixar de ter algo te faz melhor ou pior? O que é que realmente vale na sua vida? O que você é ou o que você tem?
Dentro destas questões que levantei aqui, tenho o meu ponto de vista. E gostaria de compartilhar com vocês, não é uma verdade absoluta e sim a minha maneira singular de enxergar esta questão, pautado na minha experiência de vida e pela minha vontade de conhecer o mistério da vida.
Como qualquer pessoa também tenho desejo de ter bens materais, de consumir produtos e serviços. Mas descobrir uma nova forma de questionar essa questão. Hoje depois de muita reflexão e frustração consegui entender que o ser é o que realmente importa. Se não temos a possibilidade de conhecer o nosso ser podemos muitas vezes ser engolidos pela necessidade de ter algo.
Nessa loucura em busca de acumular as posses, temos deixado a nossa essência de lado. Temos ficado longe do que realmente somos e passamos apenas nos ver pela nossa posse. Quando temos somos alguma coisa e quando não temos? Não somos nada? Fardados a uma existência sem o melhor brilho? Pense nos melhores momentos que você teve na sua vida... O que te deu prazer naquele momento? Ter alguma coisa? Vemos muitas pessoas que tem de tudo, mas são infelizes. Então o que falta então? Sermos nós mesmos!

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